Num anoitecer cinzento
Próprio da estação do ano
Mas de um Inverno sedento
Vou semeando ao relento
O que vai no pensamento
Para que nasça o rebento
Logo que lhe chegue o tempo .
Quando lanço a semente
Procuro uma terra fértil
Para que essa semente
Posa crescer florescer
E assim se multiplicar
Pois é sempre esse o meu sonho
Enquanto que as disponho ..
É ao sabor do silêncio
Que eu de caneta na mão
Lhe dou toda a liberdade
Para crescerem a vontade
Bordo-as com o sentimento
Dou-lhe luz amor e cor
Para que posam voar
Como .as gaivotas no mar .
Porque seja a semente que for
Tem sempre uma razão
E nunca são escritas em vão
São a voz da alma e do coração
Escritas com emoção
Envolvidas numa sede de desejo
A qual eu chamo paixão .
Depois olho o meu jardim
Onde crescem e florescem
Cheias de amor e carinho
Aconchegos com jeitinho
Dando-lhe luz brilho e cor
Para não perder o encanto
Nem o perfume da flor .
E assim as disponho
Com principio meio e fim
E ao mesmo tempo as transformo
Em Poema, prosa ou verso
Quem sabe se em canção
Mas uma coisa eu prometo
Serão sempre de alma e de coração !
30. 11.20 20 Fátima Monteiro
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